De um modo geral, as vacinas produzidas nos países desenvolvidos são cada vez mais seguras. A fabricação de vacinas respeita normas internacionais que dão garantia de segurança e boa tolerância.
A capacidade protetora das vacinas é objeto de estudo antes destas serem colocadas no mercado. A vacina é experimentada num grupo de animais não-humanos susceptíveis ao agente infeccioso e o seu efeito protetor é estudado, por comparação com um grupo de animais não vacinados, quando os dois grupos são expostos ao agente. Este tipo de estudos permite averiguar a dose mínima capaz de induzir proteção e de normalizar a composição da vacina. Numa fase mais avançada, a vacina é também experimentada em voluntários humanos. Investiga-se a resposta imune (anticorpos produzidos e sua titulação) e as variações individuais na resposta à vacina.
A eficácia de uma vacina depende desta ser corretamente transportada, armazenada e administrada. Por exemplo, devem ser respeitados os prazos de validade e as vacinas devem ser transportadas e armazenadas em geral entre 0 e 8ºC, usando malas isotérmicas e frigoríficos. Devem também ser protegidas da luz solar. Por uma questão de precaução, os frigoríficos ou arcas usados para armazenamento devem estar munidos de termômetro e circuito elétrico alternativo ao circuito principal.
http://webpages.fc.ul.pt/~mcgomes/vacinacao/vacinas/index.html
http://www.ciat.com.br/eficacia.htm
quinta-feira, 23 de junho de 2011
Porque é difícil fazer vacina para doenças virais?
Essa dificuldade é devido a capacidade de mutação dos vírus.
Mas como funcionam os vírus mutantes?
Mas como funcionam os vírus mutantes?
Vacina Anti-varicela
Catapora (ou varicela) é uma doença infecciosa, altamente contagiosa, mas geralmente benigna, causada pelo vírus Varicela-Zoster. Uma vez adquirido o vírus, a pessoa fica imune por toda a vida.
Sintomas: Febre, mal estar, perda do apetite, dor de cabeça, manchas parecidas com picadas de inseto, bolhas, feridas e crostas ressecadas.
Tratamento: O tratamento consiste no abrandamento dos sintomas, a cura se faz por reação do próprio organismo.
Prevenção: A vacina contra varicela é recomendada após o primeiro ano de idade em dose única. Os adolescentes suscetíveis necessitam 2 doses.
OBS: Esta vacina só é encontrada em clínicas particulares e sua eficácia é estimada em 80% a 90%.
Cientistas produzem vacina contra todas as variações da gripe
Reportagem da revista Exame, publicada também no site: http://exame.abril.com.br/tecnologia/noticias/cientistas-produzem-vacina-contra-todas-as-variacoes-da-gripe
Londres - Cientistas da Universidade de Oxford (Reino Unido) constataram a eficácia de uma vacina contra a gripe que poderia funcionar contra todas as variações do vírus.
Londres - Cientistas da Universidade de Oxford (Reino Unido) constataram a eficácia de uma vacina contra a gripe que poderia funcionar contra todas as variações do vírus.
A pesquisa é inovadora porque o tratamento, ao contrário dos empregados até agora, ataca diferentes partes do vírus, o que faz com que não seja necessário produzir a cada temporada novas variações da vacina.
Segundo os detalhes adiantados nesta segunda-feira pelo jornal "The Guardian", a equipe dirigida pela doutora Sarah Gilbert, do Jenner Institute da Universidade de Oxford, centrou seu trabalho nas proteínas do interior do vírus da gripe - que são as mesmas em todas as cepas - e não nas da camada externa, que podem sofrer mutações.
"O problema com a gripe é que tem uma grande quantidade de variantes que mudam de maneira constante", manifestou Adrian Hill, diretor do Jenner Institute, que lembrou que quando aparece uma nova cepa à qual os seres humanos não são imunes os cientistas não conseguem produzir a tempo uma vacina eficaz.
Isto é o que ocorreu nos últimos anos com a recente pandemia de gripe A ou a anterior de gripe aviária.
As vacinas tradicionais empregadas atualmente fazem com que o organismo crie anticorpos, mas esta nova vacina dispara o número de linfócitos T ou células T, que são elementos fundamentais do sistema imunológico.
Na pesquisa, 22 voluntários foram infectados com a cepa Wisconsin do vírus da gripe H3N2, isolado desde 2005. Destes, 11 haviam tomado a vacina e outros 11 não.
O resultado foi contundente: a vacina funcionou nas 11 pessoas que a receberam e mostraram um maior nível de ativação dos linfócitos T, responsáveis por combater o vírus.
Os autores da pesquisa destacaram que uma vacina universal economizaria muito tempo e dinheiro, já que o processo de desenvolver uma vacina contra cada gripe significa, pelo menos, quatro meses de trabalho e um investimento milionário.
Além disso, se a variação da gripe for altamente patógena - como ocorreu em 1918 com a morte de milhões de pessoas - o atraso na obtenção da vacina seria fatal.
"Se empregássemos a mesma vacina de maneira regular, seria como vacinar contra qualquer outra doença, como o tétano. Se transformaria em uma rotina. Não teríamos drásticas mudanças na demanda nem problemas de provisão", manifestou Sarah.
A equipe da doutora Sarah considera que este avanço será especialmente positivo para as pessoas mais velhas.
Pneumococos
Bactéria Streptococcus pneumoniae
Ela é indicada como agente imunizante contra infecções pneumocócicas causadas por qualquer dos 23 sorotipos de Streptococus pneumoniaeincluídos na vacina, os quais são responsáveis por cerca de 80 a 90% das doenças pneumocócicas graves, tais como pneumonias, meningites, bacteremias e septicemias.
É aplicada pela via intramuscular ou subcutânea, em dose única de 0,5 ml. Indicada para crianças acima dos dois anos de idade pertencentes aos grupos de risco de contrair infecção pneumocócica. São eles: doentes com anemia falciforme, asplenia anatômica ou funcional, esplenectomizados, síndrome nefrótica e doença de Hodgkin. Em adultos é indicada nas seguintes situações: doença cardiopulmonar crônica, doença renal ou hepática e mesmo nos indivíduos sadios acima de 65 anos. Nos doentes que irão se submeter a esplenectomia eletiva, a vacina deve ser administrada 14 dias antes da cirurgia.
São bacterias que são transmitidas facilmente de pessoa para pessoa por meio de espirros, objetos infectados, etc, sendo as causadoras da pneumonia.
As reações são discretas, do tipo eritema e dor local. Febre, mialgia e reações locais graves ocorrem em menos de 1% dos adultos vacinados.
As doenças que a vacina pode prevenir são: Pneumonia, meningite, septicémia, sinusite, otite media, osteomielite, úlcera corneal, artrite séptica, endocardite, abcessos cerebrais e celulite.
Pneumonia
Transmissão: inalação de ar contaminado pela bactéria Streptococcus pneumoniae ou Diplocaccus pneumoniae.
Característica da infecção: infecção pulmonar.
Medidas Profiláticas: tratamento dos doentes e evitar contato com elas na fase de manifestação da doença.
Fontes:
LOPES, Sônia. Biologia- volume único/ 1ª edição. São Paulo: Saraiva, 2005.
Herpes
O National Institutes of Health (NIH), nos Estados Unidos, está atualmente na terceira fase de testes para uma vacina contra o herpes tipo 2. A vacina só tem se mostrado eficiente para mulheres que nunca foram expostas ao herpes tipo 1. De um modo geral, a vacina tem 48% de eficiência em prevenir a contaminação por herpes tipo 2 e 78% de eficiência em prevenir a infecção por herpes tipo 2 com sintomas. Durante os testes a vacina não mostrou evidências de prevenir a infecção de herpes tipo 2 em homens.
Herpes
Transmissão: contato direto ou indireto com objetos usados por hepéticos quando as feridas estão na fase de manifestação da doença.
Características do herpes tipo I: pequenas bolhas que se tornam feridas na pele ou na boca.
Características do herpes tipo II (herpes genital): feridas na região genital e anal (sexualmente transmissível).
Medidas profiláticas: evitar contato direto ou indireto com as feridas que surgem nos herpéticos. Tratar doentes.
O vírus da herpes:
Fontes:
LOPES, Sônia. Biologia- volume único/ 1ª edição. São Paulo: Saraiva, 2005.
Vacina tríplice bacteriana (DTP)
A vacina tríplice (DTP) é utilizada como prevenção da difteria, tétano e coqueluche. Ela é constituída de antígenos protetores contra a difteria, a coqueluche e o tétano.
A vacinação básica consiste na aplicação de três doses, a partir dos dois meses de idade, com intervalos de dois meses entre as doses. O primeiro reforço deve ser aplicado 12 meses após a última dose da vacinação básica e o segundo reforço após 18 meses do primeiro reforço.
Difteria
Causas: Provocada pela bactéria Corynebacterium diphteriae.
Sintomas: Náuseas, vômitos, dor de garganta, dificuldade para engolir, calafrio, tosse, fadiga, febre alta, inchaço nos gânglios linfáticos e pressão baixa.
Tratamento: É feito com medicamentos anti-toxinas e bactericidas.
Tétano
Causas: provocada pela exotoxina liberada pela bactéria Clostridium tetani.
Sintomas: Espasmos musculares, convulsão, asfixia, rigidez no abdome, pescoço, costas, suor excessivo, febre e taquicardia.
Tratamento: Consiste em introduzir no organismo antibióticos, relaxantes musculares, sedativos (para não induzir espasmos musculares) e aplicação do soro anti-tetânico.
Coqueluche
Causas: Provocada pelas bactérias Bordetella pertussis e Bordetella parapertussis que ao entrar no organismo permanece incubada até 14 dias.
Sintomas: Inflamação dos brônquios, febre baixa, tosse seca, coriza, espirros, vômito, sudorese, expectoração e posteriormente com a agravação da doença manifesta perda de consciência, convulsão, pneumonia, encefalite, lesões cerebrais, óbito.
Tratamento: Utilização de antibióticos para combater as bactérias.
Prevenção das doenças: Através da vacina tríplice dada a bebês a partir do segundo mês de vida. Também pode adquirir imunidade quando os anticorpos maternos são inseridos no organismo do bebê pela placenta.
A vacina DTP (até o primeiro reforço) é considerada 70% a 90% efetiva na prevenção da coqueluche, acima de 95% para difteria e próximo a 100% para o tétano.
http://www.vacinas.org.br/
http://www.mundoeducacao.com.br/doencas/difteria.htm
http://www.mundoeducacao.com.br/doencas/tetano.htm
http://www.mundoeducacao.com.br/doencas/coqueluche.htm
A vacinação básica consiste na aplicação de três doses, a partir dos dois meses de idade, com intervalos de dois meses entre as doses. O primeiro reforço deve ser aplicado 12 meses após a última dose da vacinação básica e o segundo reforço após 18 meses do primeiro reforço.
Difteria
Causas: Provocada pela bactéria Corynebacterium diphteriae.
Sintomas: Náuseas, vômitos, dor de garganta, dificuldade para engolir, calafrio, tosse, fadiga, febre alta, inchaço nos gânglios linfáticos e pressão baixa.
Tratamento: É feito com medicamentos anti-toxinas e bactericidas.
Tétano
Causas: provocada pela exotoxina liberada pela bactéria Clostridium tetani.
Sintomas: Espasmos musculares, convulsão, asfixia, rigidez no abdome, pescoço, costas, suor excessivo, febre e taquicardia.
Tratamento: Consiste em introduzir no organismo antibióticos, relaxantes musculares, sedativos (para não induzir espasmos musculares) e aplicação do soro anti-tetânico.
Coqueluche
Causas: Provocada pelas bactérias Bordetella pertussis e Bordetella parapertussis que ao entrar no organismo permanece incubada até 14 dias.
Sintomas: Inflamação dos brônquios, febre baixa, tosse seca, coriza, espirros, vômito, sudorese, expectoração e posteriormente com a agravação da doença manifesta perda de consciência, convulsão, pneumonia, encefalite, lesões cerebrais, óbito.
Tratamento: Utilização de antibióticos para combater as bactérias.
Prevenção das doenças: Através da vacina tríplice dada a bebês a partir do segundo mês de vida. Também pode adquirir imunidade quando os anticorpos maternos são inseridos no organismo do bebê pela placenta.
A vacina DTP (até o primeiro reforço) é considerada 70% a 90% efetiva na prevenção da coqueluche, acima de 95% para difteria e próximo a 100% para o tétano.
http://www.vacinas.org.br/
http://www.mundoeducacao.com.br/doencas/difteria.htm
http://www.mundoeducacao.com.br/doencas/tetano.htm
http://www.mundoeducacao.com.br/doencas/coqueluche.htm
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