quinta-feira, 23 de junho de 2011

Pneumococos

Bactéria Streptococcus pneumoniae

Ela é indicada como agente imunizante contra infecções pneumocócicas causadas por qualquer dos 23 sorotipos de Streptococus pneumoniaeincluídos na vacina, os quais são responsáveis por cerca de 80 a 90% das doenças pneumocócicas graves, tais como pneumonias, meningites, bacteremias e septicemias.

É aplicada pela via intramuscular ou subcutânea, em dose única de 0,5 ml. Indicada para crianças acima dos dois anos de idade pertencentes aos grupos de risco de contrair infecção pneumocócica. São eles: doentes com anemia falciforme, asplenia anatômica ou funcional, esplenectomizados, síndrome nefrótica e doença de Hodgkin. Em adultos é indicada nas seguintes situações: doença cardiopulmonar crônica, doença renal ou hepática e mesmo nos indivíduos sadios acima de 65 anos. Nos doentes que irão se submeter a esplenectomia eletiva, a vacina deve ser administrada 14 dias antes da cirurgia.

São bacterias que são transmitidas facilmente de pessoa para pessoa por meio de espirros, objetos infectados, etc, sendo as causadoras da pneumonia. 

As reações são discretas, do tipo eritema e dor local. Febre, mialgia e reações locais graves ocorrem em menos de 1% dos adultos vacinados.

As doenças que a vacina pode prevenir são: Pneumonia, meningite, septicémia, sinusite, otite media, osteomielite, úlcera corneal, artrite séptica, endocardite, abcessos cerebrais e celulite.

Pneumonia
Transmissão: inalação de ar contaminado pela bactéria Streptococcus pneumoniae ou Diplocaccus pneumoniae.
Característica da infecção: infecção pulmonar.
Medidas Profiláticas: tratamento dos doentes e evitar contato com elas na fase de manifestação da doença.

A imagem acima mostra alvéolos normais, e alvéolos com pneumococos.

Fontes:
LOPES, Sônia. Biologia- volume único/ 1ª edição. São Paulo: Saraiva, 2005.

Herpes


O National Institutes of Health (NIH), nos Estados Unidos, está atualmente na terceira fase de testes para uma vacina contra o herpes tipo 2. A vacina só tem se mostrado eficiente para mulheres que nunca foram expostas ao herpes tipo 1. De um modo geral, a vacina tem 48% de eficiência em prevenir a contaminação por herpes tipo 2 e 78% de eficiência em prevenir a infecção por herpes tipo 2 com sintomas. Durante os testes a vacina não mostrou evidências de prevenir a infecção de herpes tipo 2 em homens.

Herpes
Transmissão: contato direto ou indireto com objetos usados por hepéticos quando as feridas estão na fase de manifestação da doença.
Características do herpes tipo I: pequenas bolhas que se tornam feridas na pele ou na boca.
Características do herpes tipo II (herpes genital): feridas na região genital e anal (sexualmente transmissível).
Medidas profiláticas: evitar contato direto ou indireto com as feridas que surgem nos herpéticos. Tratar doentes.

O vírus da herpes:

Fontes:
LOPES, Sônia. Biologia- volume único/ 1ª edição. São Paulo: Saraiva, 2005.

Vacina tríplice bacteriana (DTP)

A vacina tríplice (DTP) é utilizada como prevenção da difteria, tétano e coqueluche. Ela é constituída de antígenos protetores contra a difteria, a coqueluche e o tétano.
A vacinação básica consiste na aplicação de três doses, a partir dos dois meses de idade, com intervalos de dois meses entre as doses. O primeiro reforço deve ser aplicado 12 meses após a última dose da vacinação básica e o segundo reforço após 18 meses do primeiro reforço.

Difteria
Causas: Provocada pela bactéria Corynebacterium diphteriae.

Sintomas: Náuseas, vômitos, dor de garganta, dificuldade para engolir, calafrio, tosse, fadiga, febre alta, inchaço nos gânglios linfáticos e pressão baixa.

Tratamento: É feito com medicamentos anti-toxinas e bactericidas.


Tétano
Causas: provocada pela exotoxina liberada pela bactéria Clostridium tetani.

Sintomas: Espasmos musculares, convulsão, asfixia, rigidez no abdome, pescoço, costas, suor excessivo, febre e taquicardia.

Tratamento: Consiste em introduzir no organismo antibióticos, relaxantes musculares, sedativos (para não induzir espasmos musculares) e aplicação do soro anti-tetânico.


Coqueluche
Causas: Provocada pelas bactérias Bordetella pertussis e Bordetella parapertussis que ao entrar no organismo permanece incubada até 14 dias.

Sintomas: Inflamação dos brônquios, febre baixa, tosse seca, coriza, espirros, vômito, sudorese, expectoração e posteriormente com a agravação da doença manifesta perda de consciência, convulsão, pneumonia, encefalite, lesões cerebrais, óbito.

Tratamento:  Utilização de antibióticos para combater as bactérias.

Prevenção das doenças: Através da vacina tríplice dada a bebês a partir do segundo mês de vida. Também pode adquirir imunidade quando os anticorpos maternos são inseridos no organismo do bebê pela placenta.
A vacina DTP (até o primeiro reforço) é considerada 70% a 90% efetiva na prevenção da coqueluche, acima de 95% para difteria e próximo a 100% para o tétano.
 
http://www.vacinas.org.br/
http://www.mundoeducacao.com.br/doencas/difteria.htm
http://www.mundoeducacao.com.br/doencas/tetano.htm
http://www.mundoeducacao.com.br/doencas/coqueluche.htm

Antivariólica

A vacina antivariólica é preparada a partir de vírus vivo em suspensão, obtido por vacinação de carneiros e bovinos.

Causas: É causada por um Orthopoxvirus, um dos maiores vírus que infectam os seres humanos.

Sintomas: Os sintomas iniciais são semelhantes aos da gripe, com febre, mal-estar, mas depois surgem dores musculares , gástricas e vômitos violentos. Após infecção do tracto respiratório, o vírus multiplica-se nas células e espalha-se primeiro para os órgãos linfáticos e depois via sanguínea para a pele, onde surgem as pústulas típicas, primeiro na boca, depois nos membros e de seguida generalizadas.


Prevenção: A imunização com vacinas tem sido até agora muito mais efetiva.

Tratamento: Os casos suspeitos devem ser isolados num quarto de pressão negativa, e serem vacinados, especialmente se a doença se encontrar na fase inicial. Deve ser designado um hospital isolado para casos de varíola epidêmica ou endêmica. O tratamento de suporte, como a adequada hidratação e nutrição continua ser a parte mais importante. Antibióticos resistentes à peniciliase devem ser usados caso surjam infecções de lesões secundárias ou oftalmológicas.


Antigripal

Diversos trabalhos têm demonstrado que esta vacina fornece uma proteção em 50%  dos idosos vacinados. Isto significa que mais ou menos 50% estão totalmente imunizados contra a gripe. O restante apresenta uma imunidade parcial, o que reduz a possibilidade destes adquirirem as formas mais graves da enfermidade.

Causas: Ela é causada por um vírus específico, o vírus Influenza, descoberto em 1933. Esse vírus, cientificamente conhecido como Myxovirus influenza.

Sintomas:   A gripe caracteriza-se pelo início súbito de sintomas que incluem frequentemente: Febre elevada , Arrepios, Dor de cabeça, Dor muscular, Garganta inflamada, Nariz entupido e Tosse seca.

Prevenção: Tomar vacina antigripal é a melhor maneira para se previnir dos vírus que não ocorreram mutação ainda.

Tratamento: A vacina antigripal é eficaz unicamente se o vírus, a partir  do qual ela foi elaborada, coincidir como o da infecção a se prevenir.  As dificuldades para que se produza tal coincidência são enormes, já  que as características do vírus mudam de um ano para outro. Não  existe um medicamento eficaz para o tratamento da gripe. Os remédios  servem apenas para diminuir os sintomas. Considera-se o tratamento da  gripe como um “tratamento sintomático”.


Vacina contra a Haemophilus influenzae tipo b (Hib)

A vacina contra Haemophilus influenzae do tipo B é uma vacina indicada para a imunização de rotina, de crianças entre 2 meses e 5 anos de idade, contra as doenças causadas por esta bactérias. Neste caso a vacina estimula a produção de anticorpos anti-capsulares, promovendo uma imunidade ativa contra a bactéria.

Haemophilus influenzae do tipo B é a bactéria causadora da meningite bacteriana.

Sintomas do contágio: aparecimento de infecções que começam geralmente no nariz e na garganta, mas podem se espalhar para outras partes do corpo. Essa bactéria pode causar diferentes doenças infecciosas com complicações graves, como pneumonia, inflamação na epiglote e dor de ouvido.

Tratamento: Como nunca se sabe exatamente qual o tipo de meningite que o paciente apresenta, o esquema antibiótico inicial deve sempre cobrir os pneumococos e meningococos

Prevenção: A vacinação é a única forma de se prevenir contra a bactéria e sua eficácia é de 95% a 100% após a aplicação do esquema completo de imunização.



Anti-rábica

A raiva é uma zoonose (doença transmitida de animais para o homem) causada por um vírus. É uma das doenças mais graves de que se tem conhecimento. Sua mortalidade é de quase 100%.


Causas: O vírus da raiva é transmitido por mordidas e arranhaduras de mamíferos contaminados. Na maioria dos casos a transmissão ocorre através de cães e gatos. Porém, vários outros mamíferos podem transmitir a doença

Sintomas: Confusão, desorientação, agressividade, alucinações, dificuldade de deglutir, paralisia motora, espasmos e salivação excessiva.

Prevenção: Vacine seu animal (cão ou gato). É a melhor forma de prevenção da raiva humana.

Tratamento: A profilaxia pós-exposição (após mordidas por animais suspeitos) deve ser iniciada o mais rápido possível. Existem vários esquemas que envolvem vacinas e imunoglobulinas. Dependendo da gravidade da lesão, o esquema pode incluir até 10 dias seguidos de vacinações diárias mais o administração de imunoglobulina.